Viver em entrimo

Entrimo é uma autarquia rural da montanha ourensã, estando situado na comarca da Baixa Limia. Conta com uma superfície de 84,53 km2, e 8.453 hectáres, com uma altitude média de 511 m sobre o nível do mar.

Entrimo está dividido em 5 freguesias, A Ilha (São Lourenzo) , A Pereira (São Facundo) Entrimo (Santa María a Real) , Galez (São Fiz) , e Venceáns (São Tomé). Tem 16 entidades de povoação, dispersão que complica a prestação dos serviços, problema comum no conjunto do rural galego, mas que se agrava em localizações periféricas como a nossa.

Entrimo atingiu o máximo da sua população na década dos 40, com um censo máximo de 3.778 habitantes que na actualidade se reduziu até 1370. A razão foi a forte emigração ás cidades, o resto de Espanha, e países extrangeiros, bem europeus, bem os países irmãos de Hispanoamérica.

Na atualidade a nossa população está muito envelhecida, e apresenta uma pirámide investida, com preponderância dos grupos de idade mais avançados.

Tudo isso supõe uma situação socioeconómica que é preciso reverter, até chegar À sustentabilidade demográfica. O repto que temos exposto em Entrimo passa por conseguir uma contorna com possibilidades de futuro, onde as pessoas e as famílias encontrem oportunidades de emprego e qualidade de vida, que lhes permita apostar por desenvolver entre nós o seu projecto vital.

Por tudo isso a Reserva da Biosfera,o Parque Natural, e a Rede Natura 2000 são oportunidades que temos que saber dar valor para gerar desenvolvimento rural, rendas, emprego e qualidade de vida. Tudo isso junto a serviços de qualidade para os cidadãos. É muito o que fica por fazer, mas também é muito o avançado nos últimos anos, desfrutando agora de um grupo escolar para as crianças do município, centro de saude e residência de anciãos. Igualmente está-se apostando por recuperar o património arquitectónico, com a restauração de habitações tradicionais. Estamos a enfrentar também o repto de conseguir o despregamento da banda ancha de internet, de forma que os nossos residentes e visitantes possam estar conetados com a rede global de internet, e receber formação, serviços digitais, e possibilidades de ócio e como não, também de negócio e teletrabalho.

Os aproveitamentos florestais, a agricultura e a transformação dos nossos recursos endógenos são os alicerces fundamentais da nossa economia local, junto a um cada vez mais importante turismo rural e da natureza.

A agricultura e a pecuária fortemente condicionadas pelas fortes pendentes e em muitos lugares pela escasseza do solo. Contudo isso, a pecuária e a gestão forestal sustentavel são as actividades com maior incidencia territorial, indispensáveis para a gestão do meio natural entrimense, sendo qualquer ameaça para o seu desenvolvimento e continuidade, igualmente uma ameaça para o futuro da sustentabilidade do meio ambiente e a conservação dos valores da própria Rede Natura 2000, já que conformam a paisagem variada e complexa que sustentam e mantêm os habitats que justificam a declaração de ZEPA e Lugar de Interesse Comunitário. Por tudo isso todos os avançes para a sua consolidação, viabilidade e melhora, são também prioridades de qualquer política ambiental que pretenda preservar os nossos valores naturais para o futuro.

A produção de carne, leite e derivados lácteos como os queixos diferenciados, de grande qualidade, sabor e personalidade, fazem parte da armadura produtiva sustentável que o meio natural precisa para a sua preservação.

Os pastos e terras de labor não são únicamente hábitat de numerosas espécies de flora e fauna, cinegética ou selvagem, senão também são a bacia natural que impede a existência e propagação de grandes incêndios florestais, e igualmente impedem que o fogo ameace diretamente aos núcleos de população sabiamente protegidos desde tempos inmemoriais, pelo cinto verde de terras de labor e pastos que os circundam e que rompem a continuidade do combustível florestal até as casas.

A gestão florestal dos montes de Entrimo, de Utilidade Pública da Câmara Municipal, e os das 6 Comunidades de Montes Vizinhais em Mão Comum somam 3446 hectáres, estão a ser geridos de forma sustentável, de acordo a Projectos de Ordenação Florestal ou Planos Técnicos de Gestão, que são supervisionados e aprovados pelo órgano florestal da Comunidade Autónoma, sempre trás receber a aprovação da autoridade ambiental e do órgano reitor do Parque Natural. No entanto, o maior obstáculo presente para a materialização florestal sustentável em Entrimo, como no resto da Galiza, são os incêndios florestais.

O turismo rural e de natureza, junto ao sector primário, está a ser chamado como um dos motores da atividade económica da sustentabilidade social da comarca, gerando possibilidades de emprego rural de qualidade.

Viver em Entrimo é em definitiva, uma aposta por uma forma de vida sempre ligada á gestão sustentavel dos recursos endógenos locais, numa contorna rural, no que a natureza, medioambiente e espaços naturais protegidos, entendem-se como possibilidades e reptos constantes para gerar oportunidades de rendas e empregos de qualidade.

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